INTRODUÇÃO
No Livro do Apocalipse, último do Novo Testamento, S. João menciona (2)
"O Livro da Vida" onde aparecem os nomes dos que hão-de salvar-se, isto
é, dos que viverão eternamente com Deus.
Porque existe "O Livro da Vida"? Porque na eternidade já tudo se
alcançou completamente. Se uma alma (alguém) está "destinada" ao Céu,
embora esteja num corpo bioquimicamente vivo neste mundo (i.e. no
Tempo) essa alma, com seu corpo já glorificado, está simultaneamente no
Céu, na Eternidade com Deus. Evidentemente que o nome desse "individuo"
se encontra no "Livro da Vida". Esse Livro será como que o Registo
Social ou a Lista Telefónica do Céu.
Por conseguinte, quando essa "alma" entra no "Tempo" (i.e. neste
mundo), já está assinalada para o Céu.
Pöe-se a questão: Como vai ser a jornada dessa alma (a vida diária)
desde o seu nascimento neste mundo até regressar à Casa do Pai? Será
fácil? Será difícil? Acredite ou não, tudo depende da maneira como ela
usou (exercitou) a sua livre vontade.
DETALHES
Deus tem para cada um de nós um desígnio ou plano para o nosso
peregrinar neste mundo, i.e., através do "Tempo". Se nós
correspondermos com a maior fidelidade que está ao nosso alcance, a
esse plano Divino muito pessoal e individual, a nossa passagem através
do "Tempo", i.e., a nossa vida, será o mais fácil e feliz que é
possível.
No entanto se usarmos a nossa liberdade "à nossa maneira" sem prestar
atenção às indicaçöes do Céu, então, desviamo-nos desse "plano Divino"
perfeito. Nesse caso, Deus tem um plano alternativo para nos ajudar.
Os sofrimentos que encontramos no nosso peregrinar ao longo da vida são
proporcionais aos desvios, ou ao maior ou menor afastamento, do dito
plano ou projecto. Quer dizer: quanto mais nos desviarmos ou afastarmos
do Plano de Deus,
mais sofremos. Estes sofrimentos não são causados por Deus, embora Ele
saiba tirar deles proveito para nós. O sofrimento ajuda-nos a retomar o
recto caminho. É esse "Caminho" que nos proporciona a maior alegria
possível neste nosso peregrinar, independentemente das cruzes que caem
sobre nós.
A Cruz - As Cruzes
Quando Jesus diz: "Toma a tua cruz e segue-me" (3),
diz-nos que sejamos bons cristãos, e, para isso não é necessário combater
o leão no Coliseu Romano todos os dias. Ele ajuda-nos a compreender
que:
1. "Toma a tua-cruz... Todos
nascemos com o pecado original, é uma cruz hereditária (herdada de Adão
e Eva). Essa cruz, que não é opcional, dá-nos a possibilidade de
exercitar a nossa liberdade escolhendo entre o bem e o mal.
2. ...e segue-Me". Se vivessemos de acordo com os ensinamentos,
com a maior fidelidade possível, o Senhor ajudar-nos-ia a carregar com
a cruz herdada no nosso nascimento e todas as outras que encontramos ao
longo do nosso caminho.
As "outras cruzes" podemos ilustrá-las assim:
+++ Se os teus pais te
maltrataram, ficas com uma ferida profunda na tua alma. Ao longo da tua
vida ficarás traumatizado. A isso chamamos "outra cruz."
+++ Se o primeiro amor da tua vida te atraiçoou, aí tens uma
outra ferida profunda e dolorosa que te vai marcar para a tua vida. É
outra cruz.
+++ Se sofreste ou foste testemunha de torturas físicas na
guerra do Vietnam, de Kosovo, por exemplo, também isso te causará uma
ferida profunda na alma e te marcará para toda a vida. É "outra cruz".
Não é Deus que nos dá essas cruzes. São fruto da maldade do homem, que
vive afastado de Deus.
Porque é que Deus permite estas Cruzes? Porque Deus não força a nossa
livre vontade, o nosso livre arbítrio. Criou-nos e deixou-nos livres e
com acesso à Sua Divina protecção (para nos ajudar a evitar aquelas
cruzes que caem sobre as nossas costas espirituais). Mas se, por causa
dos nossos abusos e incapacidades, nós falhamos,
ainda assim, Ele mostra-nos o Seu Caminho, o Seu Jugo Suave (4)
que nos ajudará a Minimizar, a Suavizar
(mas não a eliminar) o sofrimento causado pelo peso de tantas cruzes.
Ele pode disciplinar-nos, educar-nos qual pai amoroso e abnegado. No
entanto, o rigor e a grandeza dos sofrimentos, castigos, estão nas
nossas mãos. Depende do modo como usamos a nossa livre vontade. Se nos
afastamos ou resistimos às suas amorosas inspiracöes ou se
correspondemos aos seus apelos e regressamos ao recto caminho.
Dificilmente nos convencemos e reconhecemos que Deus nos deu o controlo
da nossa vida espiritual. É imprescindível segui-Lo o melhor que
pudermos.
Nisto poderemos descortinar a razão de tantas mensagens autênticas que
o Céu nos envia: São para nos ajudar, animar e encorajar a segui-Lo.
Deus continua a extender-nos a Sua mão amorosa e providente. Embora
alguns mebros do clero, "iluminados" pela ciência, afirmem: A
Revelação acabou, i.e., ficou concluída, com a morte do último dos
Apóstolos (S. João Evangelista) por isso, não precisamos de mais
mensagens do Céu. (5)
Tudo bem, está correcto no referente a Revelaçöes Evangelicas, o que
estes pobres não conséguem ver, é que os que receberam de Jesus o
encargo de Evangelizar o Mundo, e muitos dos seus sucessores,
fracassaram rotundamente, estrondosamente. Haviam de sentir vergonha
por Deus ter de intervir directa e repetidamente para ajudar e defender
o Seu Rebanho, abandonado pelos maus pastores, nestes nossos tão
conturbados tempos. Tudo teria sido muito mais simples e fácil, se os
pastores se ocupassem
das coisas de Deus e não das coisas de Cesar,
como tantos o fizeram ao longo de quase dois mil anos.
Na Sua imensa e infinita misericördia, o Senhor comunica hoje connosco,
de muitas maneiras, para nos atrair a Ele e para nos ajudar a Minimizar
os sofrimentos à medida que nos aproximamos do Fim dos Tempos (não
do Fim do Mundo mas tão só Destes Tempos).
Coragem! A chave que te pode trazer a paz, já nesta vida, está nas tuas
mãos, está ao teu alcance. Vais tu utilizá-la?
NOTAS
(1)
Se não acredita na Sagrada Escritura ou em Deus, convidamo-lo e
encorajamo-lo a ver nisto um exemplo e também um apelo íntimo à
coerência necessária quando se discutem acontecimentos sobrenaturais
e/ou profecia. Sem um ponto de referência, não pode haver discussão
lógica nem entercâmbio de ideias construtivo.
(2)
Jo. 13:8; 17:8; 20:12-15; 21:27
(3)
Mt. 16:24
(4)
Mt. 11:29-30
(5)
Esta lógica destrói as bases por muitos utilizadas para defender a
infalibilidade das "Tradiçöes" da Igreja Católica Romana.
En Español: Toma tu cruz y
sígueMe - Es el camino más fácil y menos doloroso
In English: Take up your cross and
Follow Me - It is truly the easiest and least painful Way
Originalmente publicado a nível
mundial em Inglês em Agosto de 1997. Texas. U.S.A.
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